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17 de jul. de 2019

Entendendo - TIE YOUR MOTHER DOWN


Imagem relacionadaIntrodução -  Essa musica faz parte do álbum "A Day at The Races" - o 5o álbum da banda de 1976  - Muitos críticos musicais subestimam este 5o álbum de Queen , e eles o chamam de um álbum ruim em termos de material musical e o deixam como um simples LP. Mas se formos ao fundo de cada música que compõe este trabalho, percebemos que " A Day at The Races" é um trabalho extraordinário e se destaca pelo seu repertório impecável, onde Queen continua a demonstrar seu talento para a criação de canções memorável

 
O ESTILO DA COMPOSIÇÃO -

"Tie Your Mother Down", faixa de abertura do 5o álbum é na verdade iniciada por um rifft na guitarra de Brian e rapidamente se tornou uma favorita dos fãs em seus shows. O tema abre com um golpe de um gongo e seu rifft muito reconhecível, tempestuoso, ultra-pesado, e totalmente despojado (sem orquestrações aqui) e marcial, que nos traz aquele som poderoso, marca registrada  do Queen. Há nela nuances de blues que lhe cairam muito bem. Sessões de quase baladas+ solos. Estrutura simples mas marcante. E depois um pedaço da composição volta no final do àlbum !

Se prestarmos atenção a intro, existe uma frase, uma sequencia musical que não se resolve ! Ela é interrompida bruscamente pelo riff principal, acompanhado de baixo, da bateria e dos vocais “onomatopedicos” de Freddie. É como mudar repentimamente de humor e de pensamento – como acontece no álbum , que um hard rock termina para entrar a suavidade da musica seguinte ! Esta canção teM a ver também como estilo do excelente Sheer Heart Attack (1974) com o seu som de rock mais puramente duro. Vocalmente é virtuoso e desafiador, não olha tanto as vozes sobrepostas, mas a atitude mais dura do rock.

 Brian May disse que talvez se estava tentando copiar o sentimento de Death on two legs, do álbum anterior. Mas podemos dizer que não, porque de alguma forma os estilos são um pouco diferentes entre os dois, especialmente na abordagem. Brian May tinha essa capacidade de simular uma orquestra inteira com sua Red Special : até compor um riff de duas notas simples mas poderoso e seguir voando....

 Apesar de não ser um enorme sucesso, sempre permaneceu como uma super composição, um favorito entre os fãs da banda e do rock clássico em geral. Foi tocada nos shows do Queen até a última turnê do queen, a Magic Tour, que promovia o disco A Kind Of Magic, e ainda é sempre tocada nos shows do Queen +.

== TEMÁTICA -  sua temática é até engraçada na voz de Freddie : O compositor da  música, Brian pede  para evitar, deixar de lado os familiares da garota, pois o rapaz quer aproveitar os momentos com sua garota.( ...Amarre a sua mãe, tranque seu pai pra fora de casa  Não os quero se metendo aqui !)

Imagem relacionadaCOMO FOI QUE A COMPOSIÇÃO NASCEU -  Sobre o tema da letra desta canção deve-se notar que em uma entrevista com a Capital Radio , em 1976, Freddie disse "Bem, na verdade foi escrito por Brian e eu não tenho certeza do que ele foi inspirado. foi feito em uma de suas mudanças de humor ... "Nessa frase, é muito claro que a música é um humor simples, com letras simples e picantes, e metáforas que tocam simplesmente como preenchimento. para a criação de canções memoráveis

 A Musica nasceu enquanto Brian May estava em Tenerife tentando terminar.seu doutorado em astronomia ou Brian num dia que não estava fazendo nada, começou a cantá-la para Freddie com este título provisório em uma guitarra espanhola. Naquela ocasião Mercury encorajou Brian a manter o título que soava legal.

 Brian May lembrou como ele criou a clássica música do Queen, “Tie Your Mother Down”, e que ele tocou o riff para Freddie Mercury, apenas para dizer a ele que a música nunca iria funcionar.

 O guitarrista estava morando sozinho em uma cabana que construiu na ilha espanhola de Tenerife, estudando para seu PhD em Astrofísica, quando teve uma inspiração durante o sono bem antes do lançamento da música em 1976, como disse ao Uncle Joe Benson no programa de rádio Ultimate Classic Rock Nights.

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 "Acordei uma manhã e comecei a tocar esse riff", disse May. “É meio que inspirado em Rory Gallagher, esse negócio de entrar e sair das cordas. O riff realmente me atraiu, e na minha cabeça eu podia ouvir essa frase infantil "Tie Your Mother Down”, e isso era o que eu tinha. Mas lembro-me de estar sentado lá enquanto o sol se punha, trabalhando duro nesse riff."
 
Ele acrescentou que "voltei para a banda e eu lembro disso tão claramente quanto o dia - eu disse ao Freddie: 'Olha, eu tenho esse riff realmente ótimo; o que você acha? Isso é muito, muito legal.' E eu disse: 'Eu não tenho letra, tudo o que eu tenho é esse 'Tie Your Mother Down', que obviamente não podemos usar.' Ele disse: 'Yeah, você pode!'”

May disse que logo percebeu que sua ideia original "representa o grito de um adolescente que está sendo inibido na conquista de sua namorada pelos pais dela". "Tudo fazia sentido", observou ele. "É por isso que veio à minha cabeça. 'Tie Your Mother Down' meio que se escreveu sozinha  - A letra picante da faixa ( cantada por Freddie Mercury em um tom similar e cáustico ao "Death on Two Legs" do ano anterior) aparentemente a tornou inadequada para o lançamento. como  o 1o single, mas foi escolhida como 2o single.

TRADUÇÃO - Amarre sua mãe
Ponha seu vestido de festa, solte seu rabo-de-cavalo
E deixe seu coração batendo forte, "baby"
Cheguei no momento certo pronto para agir

Tem que ser essa noite
Minha pequena colegial
Sua mãe diz que não
E seu pai diz que você não vai
E eu estou fervendo por dentro
De maneira alguma eu vou perder desta vez

Amarre sua mãe
Amarre sua mãe
Tranque seu pai para fora de casa
Eu não preciso dele metendo o nariz onde não é chamado
Amarre sua mãe
Amarre sua mãe
Dê-me todo o seu amor esta noite

"Você é um parasita sujo, saia já da minha casa"
Isso é tudo que eu sempre ganho da sua família
De fato, eu acho que nunca ouvi
Uma única palavrinha civilizada deles
Eu não me importo
Vou fazer tudo certinho
Eu tenho as mãos da minha querida
Para dar um basta em tudo isso
Atacando e reclamando

Amarre sua mãe
Amarre sua mãe
Leve o seu irmãozinho para nadar
Com um tijolo, é isso aí
Amarre sua mãe
Amarre sua mãe
Ou então você não é minha amiga

Sua mãe e o seu pai
Irão me atormentar até eu morrer
Eu não consigo entender isso
Porque eu sou um cara de paz e amor
Amarre sua mãe
Amarre sua mãe
Deixe aquele grande grande grande grande grande grande
Pai para fora de casa
Amarre sua mãe, yeah
Amarre sua mãe
Dê-me todo o seu amor esta noite
Todo o seu amor esta noite


 

1 de jul. de 2019

Como Another one bites de dust ficou tão pesada


Imagem relacionadaJohn Deacon, ex-baixista da banda, contou que a ideia inicial para a música era bem mais leve do que o resultado final Redação John Deacon, ex-baixista do Queen, deu recen uma entrevista ao programa de rádio Classic Rock Nights, e contou uma história curiosa sobre o processo de criação do clássico "Another One Bites the Dust", que tem a letra assinada por ele mesmo.temente

O músico relembrou dos momentos de gravação da faixa e disse que, inicialmente, sua ideia era fazer uma canção bem mais tranquila, para acompanhar os versos leves que havia escrito e mantinha em segredo do resto da banda.

Imagem relacionadaMas assim que o Queen finalizou a parte instrumental, e ele percebeu que tudo havia tomado um rumo mais pesado do que havia planejado, sentiu a necessidade de reescrever tudo aquilo que seria cantado por Freddie Mercury.

Na entrevista, ele explicou que a origem da frase "bite the dust", que era uma expressão usada por cowboys e se referia a alguém que tivesse sido morto, ou, literalmente, "mordido a poeira". E a princípio, isso era tudo que Deacon tinha: "apenas essa linha".

Deacon: - "Quando fomos para o estúdio, eu já tinha algumas estrofes, mas ninguém sabia delas. Eu não mostrei para ninguém porque estava com vergonha" contou. "Era uma historinha, e no fim de cada verso, alguém morria".

Imagem relacionadaCom um instrumental que seguiu esse rumo mais pesado, aquilo que ele havia escrito não se encaixava mais na música. "As coisas de cowboy eram um pouco mais leves e cômicas, então decidi mudar a letra, e criei três novos versos para ela", Deacon falou na entrevista.

Felizmente, no fim das contas deu tudo certo, e temos hoje um clássico absoluto do Queen, lançado em 1980 no disco The Game. "Another One Bites the Dust" também foi a segunda composição da banda britânica a ficar em primeiro lugar nas paradas dos Estados Unidos, e também foi a canção que mais ficou no top 10 do ano em que saiu.
https://rollingstone.uol.com.br/noticia/como-another-one-bites-dust-classico-do-queen-se-tornou-tao-pesada/?fbclid=IwAR22blqhniXznr31QjT76UVhDUNkmEggZUIGtxo7oyxDSyGow51MJnXCxvA

4 de jun. de 2019

KEEP YOURSELF ALIVE do album Debut de 73

 === KEEP YOURSELF ALIVE == 1a faixa do album de estréia da banda, de 1973 == Brian May a escreveu logo após a banda ser formada, antes de John Deacon entrar para a banda. De acordo com Brian que disse num especial de rádio de 1977 sobre o álbum "News of the World", ele escreveu a letra pensando nela num tom irônico, mas seu sentido mudou completamente quando Freddie Mercury a cantou.

Resultado de imagem para keep yourself alive queen Mercury pode ter ajudado nos arranjos musicais, baseado no fato de que (como foi lembrado pelo ex-baixista, e pela banda) eles estavam num período mais colaborativo no dias pré-estúdio e ele era quem geralmente dava as ideias estruturais. Embora seja bem possível que ele tenha contribuido com ideias para a música (os tipos de modulação e a forma expandida estão mais próximas do seu estilo do que ao de May), o fato é que, mesmo nesse caso, Mercury seria mais um co-arranjador do que um co-autor (como George Martin em canções dos Beatles).

A canção gruda na cabeça e já mostra a insana qualidade de Brian May na guitarra, com criações que servem de coluna para a música, que sabe recuar para dar espaço a um bem vindo solo de bateria e que faz variações tonais aparentemente desconexas dentro da base harmônica da faixa (para um ouvinte desatento) mas que não só funciona muito bem como nos faz perceber a intenção de May (que compôs a canção) em ligar os vocais do trio em “partes distintas”, daí os riffs plurais que ele espalha ao longo de quase 4 minutos.

Não há dúvidas que foi a escolha certa para fazer a abertura do disco, até porque ela tem um poder que pouco se repete no álbum — e não é algo negativo, entenda, já que a tendência mais acústica e de músicas-suíte são a característica da maioria das canções restantes do álbum.
Resultado de imagem para keep yourself alive queen 
Tema de riff hardrock A primeira introdução esmagadora da guitarra mostra um som incomum sob o efeito de um flanger, em que o riff memorável que é a base da canção, aparece. O refrão é muito mais "Radio friendly" do que o resto do tópico. As palhetadas iniciais já mostravam o que estava por vir. Um rock energético, uma vocalização bem encaixada – tipo pergunta e resposta. Um refrão grudento e uma palhinha de bateria de Taylor marcam a abertura do álbum. Esta faixa seria tocada ao vivo por toda a carreira da banda.
Em 6 de julho de 1973, foi lançado como o1o single do Queen, . Apesar do potencial visto pelos produtores e o próprio grupo, a música passou desapercebida pelo público, não estando em nenhuma parada

CURIOSIDADE - A primeira versão, gravada em 1971 no De Lane Lea, trazia uma introdução acústica gravada no violão Hairfred, de Brian May. Outra curiosidade sobre o arranjo instrumental: sete linhas de guitarra foram sobrepostas nas gravações, usando a Red Special, tocada por May, além de um pedal phaser aplicado à guitarra principal. Há também uma breve participação vocal de Brian no trecho “two steps nearer to my grave” (a dois passos mais perto da minha cova)."
  ( Video- Keep yourself alive  - live in Huston 1977 )

                                   

16 de mai. de 2019

Fun in space 77 o LP solo de Roger



 
FUN IN SPACE - 1977
(carreira solo de Roger Taylor)
 
Considerações iniciais 
Um pouco negligenciado no Queen, do que Freddie Mercury e os deslumbrantes truques de guitarra de Brian May, o baterista Roger Taylor colocou algum trabalho solo bastante interessante no final dos anos 70 e início dos anos 80 que tiveram quase nenhum alarde, isto é passaram meio que despercebidos! Suas obrigações com o Queen impediram que Taylor fizesse, se fosse vontade, uma promoção para o Fun In Space de 1981 ou a Strange Frontier de 1981, e isso certamente contribuiu para o anonimato relativo de ambos os lançamentos. Descartados da teatralidade e do bombardeio do Queen, Fun In Space e Strange Frontier são registros mais humildes e modestos, embora a experimentação de estúdio selvagem e íntima de Taylor e as composições de musicas inteligentes e descontroladas conseguem brilhar através dos valores de produção de estilo airbrush dos anos 80. 

O Álbum
É um álbum animado, caprichoso e eclético. Taylor o produziu e executou tudo, salvo algum trabalho de teclado feito pelo engenheiro David Richards. Grande parte do material é uma reminiscência do trabalho de Taylor para Queen. No álbum música é mais experimental quando ele deixa sua mente vagar para produzir material que não se encaixaria no som do Queen.

O uso de sintetizadores e as melodias estranhas estão presentes também e são muito diferentes das músicas que ele escreveu para a banda. Surpreendentemente, Taylor, que raramente escreveu uma balada com o Queen, mostra-se neste trabalho bastante adepto a escrever também peças mais lentas no adorável "riso ou choro". Taylor parece brincalhão, esse cientista louco que se inspira no período de dança de David Bowie.

Clássicamente arrumado, com delícias inesperadas plantadas, Fun In Space é uma festa colorida de surpresas! Foi o 1o passo em sua jornada eclética solo que continua até hoje.

O 1o álbum solo de Roger, foi gravado em Montreux, na Suíça, no tempo de inatividade entre as turnês da Rainha em 1980. É um conjunto bastante forte de rocks e baladas bem escritas tanto na voz áspera de Taylor como na voz mais suave eficaz.È mais baseado em guitarra mas menos bombástico e forte que o trabalho de suas composições no Queen. É um álbum, com 10 músicas, que marca o início de uma carreira solo com a veia rock and roll e uma visão crítica e sócio-política nas letras das músicas.
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As Musicas
No Violins --- abre o álbum com uma batida rock básica e com uma harmonia leve. Se formos comparar - a composição tem algo a ver com Rock It, faixa do LP The Game !

Laugh or Cry --- uma balada cadenciada mais lenta marcada por violões e uma guitarra ao fundo.

Future Management --- é no mesmo estilo de Laugh or Cry; É um pedaço sônico de rock que se baseia em influências do Pink Floyd. tem a facilidade do jazz-rock na composição. É tem um humor mais leve com um coro afiado e cortante.

Let’s Get Crazy --- é a faixa mais agitada do álbum, com batidas fortes e um som distorcido, no estilo do rock-and-roll dos anos 50 !

My Country I & II--- faz uma crítica ao envolvimento britânico na guerra das Malvinas, o que custou a Roger um processo movido pelo Império Britânico, não sendo a primeira nem a última vez que isso acontece. É uma mistura estranhamente melódica e divertida de jangle de guitarra, turbilhões de teclados e bateria eletrônica !

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Good Times Are Now --- é um rock estilo clássico com uma batida forte e galopante, com guitarras claras e simples que correm rápido e limpo.

Magic is Loose ---- é uma balada que fala das coisas boas que perdemos com o passar do tempo. A composição tem bastante sintetizador e uso da gravação mais metálica da voz !

Interlude in Constantinople --- faixa em que os sintetizadores são postos claramente à mostra,e que no álbum foram usados e abusados. Foram utilizados cerca de 157 sintetizadores, para produzirem vozes distorcidas e sons diferentes. Essa faixa se assemelha muito com o estilo do álbum Flash Gordon, o que fez os funcionários do estúdio onde Roger gravou o disco a apelidarem de “Filho de Flash Gordon”.

Airheads --- a faixa faz parte da trilha sonora do filme de mesmo nome; tem partes e ganchos de guitarra circulares. Roger faz uma “autobiografia”, muitas vezes criticada quando jovem e taxada de “cabeça de vento”, A faixa tem um estilo de rock clássico !

Fun in Space --- fecha o LP- Nessa faixa Roger canta com a voz distorcida. A composição tem formas estranhas e ameaçadoras, percussão estrelar e “inchaços de sintetizador”. Foi bem aceito pelos fãs, chegando na posição 18 na Grã Bretanha, apesar de hoje em dia, Roger a considerar um erro.