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11 de jan. de 2023

Hot Space mesmo polêmico não é tão ruim assim

 Uma análise musical

Muitos fãs e críticos torcem o nariz pra esse álbum. 
Mas será mesmo que ele é tão ruin?  
É o que esse texto quer mostrar: 
que esse álbum tem lá o seu valor... 
 
Hot Space foi lançado em 1982, logo após o álbum Flash Gordon (1981) e o hiper-idolatrado The Game (1980). A sonoridade é uma sequência do que estava sendo feito pela banda, que desde The Game começou a utilizar sintetizadores (lembrando que o Queen adorava acrescentar nos encartes dos álbuns“no synths”. Jazz, de 78, foi o último a ter os méritos para ostentar essa frase), que foram experimentados ao máximo na trilha de Flash Gordon. 
 
E em Hot Space os sintetizadores foram utilizados para dar uma sonoridade ainda mais leve ao pesado rock que o grupo fez no início da carreira, e que com o passar dos anos se transformaria em um pop fácil e pegajoso, estourando pelo planeta com o álbum The Works (1984), que foi lançado exatamente depois de Hot Space.
E aí está o fato: The Game e The Works são álbuns pop de ótimo gosto, com canções que marcaram como “Another One Bites the Dust”, “Play the Game”, “Radio Ga Ga” e “I Want to Break Free” (isso só para citar algumas), e de novo eu pergunto, por que o preconceito com Hot Space se o pop dos anteriores também está presente neste?
Conhecendo um pouco a história, talvez possamos achar uma resposta. Em 1981, o Queen partiu para sua primeira turnê realmente mundial, promovendo o álbum Flash Gordon e passando por países como Japão, México e principalmente Argentina e Brasil. Os shows na América do Sul ficaram marcados por apresentações lotadas e muitos problemas. 

Em março de 1981, o Queen desembarcou na Argentina para uma série de cinco shows, e logo na chegada, foram barrados pela polícia Argentina, pois as credenciais do grupo mostravam duas mulheres com os seios de fora, o que causou controvérsias entre o grupo e as leis antipornográficas da ditadura argentina. 

Para conseguir entrar no país, a equipe de produção do Queen necessitou passar uma caneta preta em cima de todos os seios das credenciais.
Já em frente ao estádio José Amalfitani, do Velez Sarsfield, onde os shows foram realizados, milhares e milhares de pessoas se amontoaram durante dias para poder presenciar os shows, causando mais tumultos e desconfortos entre a polícia local e a banda.

Para piorar a situação, o Queen esteve envolvido com diversos compromissos extra-palco, como uma sessão de fotos ao lado de Maradona e um jantar com o presidente, o General Roberto Eduardo Viola, que foi prontamente negado por Roger Taylor (bateria), alegando ser contra as políticas do general para com o povo argentino. O resto do grupo, a saber Freddie Mercury (vocais), Brian May (guitarras) e John Deacon (baixo), participou do jantar, o que gerou uma sequência de atritos entre os membros da banda que afetariam diretamente a gravação de Hot Space.

Seguindo viagem para o Brasil, o Queen ficou 36 horas “hospedado” no aeroporto esperando a liberação do equipamento de som. Com apenas um dia para montar o palco e construir o set list da primeira apresentação da banda no estádio Morumbi, Mercury resolveu passear por São Paulo, deixando o resto do Queen p… da vida. Apesar de tudo, no palco o grupo fluía como água, e a apresentação para os 131 mil presentes no Morumbi é considerada por muitos uma das melhores da carreira da banda.

Com o término da turnê, o grupo lançou a canção-manifesto “Under Pressure” em um single que vendeu milhões de cópias. Com co-autoria de David Bowie, essa faixa bate de frente contra a política mundial do mundo naquela época, criticando principalmente a ditadura que envolvia os países da América do Sul. Não demorou para “Under Pressure” ser banida das rádios argentinas, e ao mesmo tempo que começava a Guerra das Malvinas entre Inglaterra e nossos hermanos, o Queen (assim como várias outras bandas britânicas) estavam proibidos de voltar a pisar em solo argentino durante todo o tempo que a guerra durasse.


Porém, no resto do planeta, “Under Pressure” estourou, e todos esperavam que o próximo álbum a ser lançado mantivesse a linha da sonoridade de “Under Pressure”. Seguiram-se ainda mais dois singles: “Body Language” e “Las Palabras de Amor”, outra que os argentinos adoraram, principalmente pelas frases em espanhol, e que foi banida rapidamente de todas as lojas argentinas, com o single sendo despedaçado em praça pública, e finalmente chegava às lojas Hot Space.
Gravado entre muitas discussões, principalmente entre Freddie (no auge da sua descoberta sexual) e May. Logo após ser lançado o Queen se separava por tempo indeterminado, já que ninguém aguentava mais os chiliques da dupla citada, e principalmente, com quase dez anos de imensas turnês, sem nenhum descanso, não tinha como ficarem mais tempo juntos. Taylor partiu para tirar férias na Escócia, onde um dia saiu tocando campainhas pela cidade e resolveu presentear a todos os que soubessem quem ele era, o que não foi feliz, pois ninguém o conhecia naquela região. Deacon juntou-se a família, enquanto May trabalhou ao lado de Eddie Van Halen no projeto Star Fleet. Já Mercury caiu na farra e na gandaia durante alguns meses, enquanto Hot Space afundava-se em números de vendas ridículos para um LP do Queen.

Um pouco sobre a musicalidade das faixas de Hot Space. 

Claramente, o Queen escolheu um repertório especial para cada lado do vinil. O lado A preserva e destaca canções sensuais e dançantes, com um pop típico dos anos 80 e inovando no uso de sintetizadores. Já o lado B é mais típico do Queen, destacando a guitarra de May e com linhas melódicas que ficaram marcadas na carreira do grupo a partir do álbum A Night at the Opera (1975).
Compacto de Staying Power
O disco abre com o baixo de John Deacon mandando o riff de “Staying Power”, onde sintetizadores imitando metais fazem intervenções para então Mercury começar a cantar sobre um andamento dançante e bem oitentista, com um ótimo solo dos sintetizadores imitando os metais e com um arranjo dos vocais duelando com os sintetizadores muito bom. 

Essa faixa já assusta quem está acostumado com o som tradicional do Queen ou o rock que a banda fazia no início de carreira, mas é uma excelente faixa pop, perfeita para a época em que bandas como Depeche Mode, Erasure, Pet Shop Boys, New Order, Tears For Fears entre outras estavam engatinhando ou nem existiam ainda.

A festa segue com “Dancer”, com o baixão de John Deacon novamente na frente do ouvinte, e Mercury cantando em uma linha Michael Jackson que não tem como não dançar. O refrão é marcante, e o andamento é similar a “Another 
Compacto de Back Chat
One Bites The Dust”, porém com mais guitarras, inclusive com May solando por diversas vezes (para quem diz que o álbum não tem solos de guitarra) e bem mais sensual, batendo a canção mais famosa, na minha opinião, logo no primeiro round da luta entre as duas.

“Back Chat” é outra fantástica canção pop, com um andamento sensacional de Taylor, que utilizando a bateria eletrônica, cria um espaço perfeito para o fantástico riff de May, com Mercury cantando sobre a melodia do riff. Oitentista pacas, chupada por diversas bandas como as citadas anteriormente, com mais um ótimo solo de May, é a trilha perfeita para uma noitada de sábado. Mercury canta muito aqui, mas ainda não é a melhor apresentação do álbum.
Compacto de Body Language
A próxima canção, a sensual “Body Language”, é outra para ser confrontada com uma do álbum The Game, “Don’t Try Suicide”. Se na faixa de The Game Mercury canta sobre um andamento simples feito por baixo e batidas de palmas, com uma participação tímida de Taylor, tendo no refrão o ponto alto entoando o nome da faixa, e com uma curta sessão mais agitada com o solo de May, a faixa de Hot Space mantém uma linha similar, porém ainda melhor, começando com o hipnotizante riff de Deacon acompanhado pela bateria. Mercury começa a cantar enquanto palmas fazem pequenas intervenções para cada palavra. O refrão, cantado por todos, é recheado de efeitos que já haviam sido apresentados na trilha de Flash Gordon (1981). A faixa vai ganhando corpo, e o refrão novamente é repetido, chegando a uma sessão apenas com estalos de dedos, onde o nome da canção é repetido na frase “Look at me I gotta case of body language”. Nada mais que o puro Queen de tantas outras canções.
Official Programme da Hot Space Tour

O lado A encerra-se com “Action This Day”, que foge da característica das demais faixas do Lado A, com um riff mais pesado, apesar do andamento “quadrado”, alternando entre vocais de Taylor e Mercury e com mais um bom refrão, além de uma curta sessão onde os sintetizadores comandam um belo tema que leva ao curto solo dos sintetizadores em uma sequência de algumas faixas de Flash Gordon.

O lado B é, na minha opinião, ainda melhor. A faixa que o abre, “Put Out the Fire”, já é uma sonzera na linha de “Rock It” ou “Need Your Love Tonight” (ambas do The Game), porém com muito mais pegada, onde o grudentíssimo refrão hardiano destaca o peso da guitarra de May, em uma ótima faixa que, como citado no início do texto, não tem nada a ver com o lado A.
Compacto de Calling All Girls
Depois, Mercury assume o piano na linda balada em homenagem a John Lennon, “Life is Real (song
for Lennon)”. Para quem gosta de “Save Me”, “Play The Game” ou ainda “It’s A Hard Life”, essa canção está ainda um nível acima, pois a linha vocal de Mercury está emotivamente mais forte do que as citadas, o belo solo de May, mesclando guitarra e violão, o arranjo feito entre a guitarra e o piano, com o leve andamento de Taylor e Deacon, além de uma das letras mais bonitas escritas por Mercury (quem nunca pensou que “Life is cruel life is a bitch”, joguem a primeira pedra), fazem dessa uma das minhas preferidas do LP.

Mas ainda tem mais. O rock de “Calling All Girls”, com um andamento sensacional, na linha das bandas de surf rock, onde os riffs de May chamam a atenção, apresentam um dos refrões mais grudentos de uma letra simples, que entoa o poder do amor. A levada do baixo de Deacon é um dos principais destaque da faixa, bem como os efeitos da guitarra de May durante toda a execução da mesma.
Compacto de Las Palabras de Amor

“Las Palabras de Amor (The Words of Love)” mantém o clima leve em uma linda balada que possui um sentimento forte, a começar pela bela introdução com teclados, baixo, violão e bateria, trazendo a voz de Mercury em outra linda letra, com o refrão mesclando frases em espanhol e em inglês, assim como o próprio Queen já havia feito em “Teo Torriatle (Let Us Cling Together)”, do álbum A Day at the Races (1976), porém mesclando japonês com inglês.

O Queen retoma a sensualidade naquela que para mim é a melhor faixa do álbum: “Cool Cat”. O que? Esse cara tá louco? A melhor é Under Pressure. Calma! “Cool Cat” é diferente de tudo o que está no álbum. Carregada de sensualidade, essa faixa apresenta uma das melhores performances vocais de Mercury, cantando em um agudo muito alto, quase que em falsete, e arrepiando até a unha do pé. Baixo e bateria puxam o riff da guitarra, e então Mercury começa a cantar em um ótimo soul, e a canção vai se embalando por si mesma, com a adição de teclados levemente adicionados. Os quatro cantam o nome da canção enquanto Mercury esbanja agudos soberbos. O que Mercury faz com a voz nessa faixa eu não ouvi em nenhuma outra do Queen, a não ser em alguns segundos de “Under Pressure”, sem nenhum auxílio como os utilizados para as gravações de Innuendo, Miracle e posteriormente Made in Heaven. É o melhor registro de Mercury no auge da carreira. 

E Hot Space encerra com “Under Pressure”. Só a participação de David Bowie já faz dessa faixa um clássico, mas ela tem seus méritos por si mesma. O riff de Deacon, as intervenções de piano, acompanhamento de estalos de dedos, apresentam os acordes dedilhados da guitarra seguido pelas vocalizações de Mercury. Bowie e Mercury passam a cantar juntos, e então alternam frases, levando a uma parte mais pesada, onde Bowie canta as duas primeiras frases e Mercury as duas últimas. O andamento dos estalos retorna, e Mercury solta os agudos como em “Cool Cat”, fazendo então mais vocalizações. 

Bowie canta frases enquanto Mercury grava na história mais vocalizações, e o tema pesado retorna. Então, somente com os estalos e alguns teclados, Bowie e Mercury cantam juntos, e Mercury solta mais agudos, arrepiantes, enquanto Bowie canta “Love, Love”, e o encerramento, pesado, é novamente arrepiante, com Mercury cantando muito, e a entrada de Bowie, entoando uma das estrofes mais lindas do mundo do rock “Pois o amor é uma palavra tão fora de moda E o amor te desafia a se importar com as pessoas no limite da noite E o amor desafia você a mudar nosso modo de nos preocupar com nós mesmos Esta é nossa última dança Esta é nossa última dança Isto somos nós mesmos”, emociona até um surdo. Tudo encerra-se apenas com os estalos e o riff de Deacon, e não precisava mais nada, o estrago já foi feito.

“Under Pressure” é considerada por muitos a única faixa boa de Hot Space, e esse é o fato, “Under Pressure” é diferente das demais faixas por ter sido concebida antes das complicadas gravações do álbum. 

Uma pessoa que ouve essa faixa realmente só pode esperar algo igual em todo o álbum, mas a ideia de “Under Pressure” ser uma canção de protesto não é o tema de Hot Space, que é um álbum extremamente sensual e dançante no lado A e rock’n’roll no lado B. Se “Under Pressure” fosse colocada em A Kind of Magic por ex, certamente as pessoas ouviriam Hot Space com outra atenção. 

Mas pensando bem. 99% das pessoas que criticam Hot Space vão na onda do que já ouviram falar do álbum ou de apenas uma audição procurando por algo na linha do clássico de Bowie e Mercury. Com certeza, se essas pessoas gostam de The Game e The Works, ao ouvirem com atenção Hot Space verão que as mesmas linhas melódicas, os mesmos sintetizadores e a mesma forma de criar as canções estão presentes em Hot Space, só que adaptadas para o momento que a banda passava, que acabou refletindo em um dos mais injustiçados álbuns da história do Queen.
(texto de Mairon Machado)  Discos que Parece que Só Eu Gosto

Electric fire 3o album solo de Roger

 Conceitual, musicas reflexivas e sensíveis, 

além de algo divertido 

ROGER - “Eu acho que é mais acessível e provavelmente é mais abrangente. Há muitas coisas diferentes,  alguns  rocks e algumas coisas mais introspectivas, mais suaves.

Aqui não se espera escutar baterista nascido, raiz, porque não há vestígios de fúria rítmica, solos doidos, rock pesado, essas coisas. Tudo apropriadamente amalgamado, bem tocado e nunca fora de linha .

Neste registro surge aquele trabalho hábil de embelezar uma música, que para o Queen era uma arte indiscutível.. Portanto, era razoável pensar que essa habilidade de compor também fosse profusa na atividade solo.

Roger se mostrou mais forte adicionando leves toques de eletrônica ao seu som de rock altamente produzido.  continuando seu caminho para um som  mais atual sem se dobrar para trás para ser retrô como alguns artistas de sua geração. Músico honesto que amadureceu seus gostos e habilidades de composição em certo período.  E continua  reflexivo, sensível, além de divertido.

Another World solo album de Brian brilha no rock

 

Brian May e seu álbum solo Another World 

Uma porção de rock ardente e muito otimista 

Brian não pretendia encerrar sua carreira solo com apenas um álbum. Porém, com o Queen trabalhando no lançamento de seu último álbum, Made In Heaven, na 1a metade dos anos 90, a criação das músicas para o sucessor de Back To The Light só começou em 1996, e todo o processo chegou ao seu final dois anos depois. 

Foi então que o segundo álbum solo de Brian, Another World apareceu no mercado, desta vez sem uma bomba promocional especial. Tanto as circunstâncias de sua estréia quanto a música escrita foram guiadas por total otimismo, o que foi o oposto do clima de Back To The Light.  

Pouco depois do fim das gravações de Another World e antes da estreia oficial do álbum, o amigo e baterista de Brian, Cozy Powell, morreu em um acidente de carro, e esse fato teve uma forte influência na carreira solo de Brian.

Enquanto o 1o álbum de Brian se refere claramente às conquistas do Queen, no caso dos dois, a questão não é tão simples. Claro, a forma característica de tocar solos e riffs com o uso de vários licks sublimes e monumentais, sons prolongados e o uso do efeito de eco, bem como o vocal agudo, arejado e delicado não puderam ser alterados. 

No entanto,existem muitas surpresas na camada de som deste trabalho. Another World dá a impressão de desenvolver e transformar as idéias de Back To The Light e de "Queen's" Made In Heaven em algo completamente novo e, acima de tudo, mais nítido e em lugares especificamente cedentes para os ouvidos. Apesar da ultrapassagem dos 50 anos de Brian, sua energia atormentadora e paixão por escrever composições dinâmicas continuam a emergir, assim como experiências com distorção e sons de guitarra fortes. 

Como resultado, especialmente canções como Business e Cyborg quase esbarram na estética do heavy metal, com um caráter muito intransigente, incomum para o autor de '39. ou Sail away sweet sister. 

O resto das faixas apresentam mais melodias, bem como algumas doses de adições calmantes e atmosféricas, bem como baladas românticas. A coisa toda, porém, está mais próxima dos primeiros álbuns do Queen dos anos 70 do que do final da atividade da banda. Mais Brian não renuncia aos picantes licks de guitarra, remetendo às primeiras experiências do rock e até mesmo à estética do rock'n'roll e do blues.

Curiosamente, esses sons tradicionais combinam perfeitamente com o caráter moderno da música, bem como uma produção muito clara e seletiva. Os amantes do talento solo do guitarrista do Queen não vão reclamar muito, pois há muitas apresentações em Another World, e elas são mais graciosas, sem duvida, como em Back To The Light. Em muitos lugares, os sons também podem surpreender tanto com ideias típicas dos anos 90 quanto aquelas que remetem à tradição do rock. 

O canto cada vez melhor de Brian, que pode brincar com as canções escritas e seus motivos, dá a eles uma grande dose de folga e menor tensão. É graças a essa interpretação vocal que o álbum é muito positivo na recepção, associando claramente a todos com o período de descanso da primavera e do verão. 

Uma impressão muito bo fica com o nível de execução de Cozy Powell, capaz de acertar de maneira perfeita e forte o ritmo da percussão e encantar o ouvinte com passagens densas e muito engenhosas, dando às peças individuais muito peso e sutileza de execução. 

As gravações deste álbum também contaram com a presença de varios convidados, dos quais o mais notável é o trio coral feminino de Shelley Preston, Nikki Love e Becci Glover, que tratam suas partes vocais de forma diferente da proposta do Queen.

Another World é definitivamente um álbum bem interessante que pode ser colocado na prateleira ao lado dos álbuns do Queen sem nenhuma vergonha. É certo que este não é o nível de Sheer Heart Attack ou A Night At The Opera, mas já está no mesmo nível do Jazz ou The Game e definitivamente pode bater álbuns do Queen dos anos 80 se bem que Queen é Queen e não se compara. 

Ao mesmo tempo, mostra como o trabalho da banda poderia ser se Brian fosse totalmente responsável pelo Queen.  

Infelizmente, este disco se tornou a última conquista do projeto solo de Brian, que, após a morte de Cozy Powell e a turnê de promoção de Another World, se despedaçou e não voltou à vida, porque nos anos seguintes Brian se concentrou principalmente em cultivar o memória do Queen.  E o que é mal nisso, nada .... Precisa-se conservar o legado da Rainha pros velhos e novos fãs! Mas bem que poderia lançar um single de rock.... porque não?



9 de abr. de 2022

CAPA DO HOT SPACE X CAPA DO ÁLBUM DO T.REX


Hot Space-Arte da Capa - O conceito da arte da capa do Hot Space pode não ser um conceito inteiramente original - VEJA A CAPA DA BANDA -T.REX  - da coletânea "Flyback" dos anos 70, capa esta que talvez trouxe inspiração para a arte final e também o álbum “Let It Be “ dos Beatles, será mesmo?

flyback T.REX

Mas mesmo assim A IDÉIA FINAL da obra de arte ainda é considerada original e moderna e muito diferente dos outros álbuns do Queen. O conteúdo do álbum gerou muitas críticas e controvérsias, há quem ame e há quem não goste mesmo. Mas sim, o Queen conseguiu se reinventar mais uma vez! 

Freddie foi quem sugeriu a arte da capa deste décimo álbum do Queen lançado em maio de 1982. A sugestão dele era apresentar uma imagem gráfica de cada membro da banda em seu próprio quadrado colorido. 

A capa foi dividida em 4 partes de cores fortes e em cima de cada cor foi estampado o rosto de cada um dos integrantes em outra cor contrastante e como resultado um contraste radiante de cores! 

Cada parte de tinta desta obra é presa a uma ilustração normal com uma sobreposição de acetato, que funciona como papel vegetal com corte preciso e construções frágeis com cada membro da banda sendo único em tamanho e estrutura. 

Dá uma impressão de que os rostos foram feitos com carimbos coloridos. E esses rostos também foram impressos na capa de dentro: agora um fundo negro ressalta os rostos estampados. ---

Em fim, história diz que 
a capa foi inspirada 
em Andy Warhol  

A capa do álbum, ideia de Freddie, é vagamente baseada em um estilo de impressão de tela de Andy Warhol, mostrando os quatro membros em quadrados separados. 

Tela de Andy Warhol

Seja qual for o pano de fundo de sua criação, Hot Space tem muito a recomendá-lo, tanto em termos de performance quanto de composição. 
 O 'Hot Space', viu a banda experimentar com Eletro-disco e apresentou o icônico single de Freddie e Bowie, 'Under Pressure'.

A abertura, “Staying Power”, com arranjo de metais “quentes e espacial” de Arif Mardin, foi escrita por Mercury e tem uma atmosfera de soul rock. Este eletro-disco foi aprimorado pelo uso de da bateria eletrônica Linn LM-1, por Roger enquanto ao Freddie  se fornece o sintetizador Oberheim; A fiel Red Special de Brian May ainda está em evidência e Deacon toca guitarra rítmica ao invés de baixo aqui.

10 de dez. de 2021

Happiness? album solo de Roger de 94

 

Um álbum conceitual que lida com os dois principais sentimentos que nos perseguem a cada dia, felicidade e tristeza e as coisas que nos fazem sentir assim.

Lançado alguns anos após a morte de Freddie em 94 e que tem além de vários temas, a sua homenagem ao amigo.  A maioria das canções são muito introspectivas e de ritmo mais lento do que outros álbuns solo RT. No entanto, isso não é uma coisa completamente ruim. Uma marca registrada do trabalho solo de RT são tipicamente os flashes brilhantes temperados com alguns momentos intimistas e reflexivos.

Um álbum maduro, provocante e poderoso. com temas políticos que aborda várias questões, como a ascensão dos neonazistas, a situação dos povos do Terceiro Mundo e a hipocrisia política e religiosa além de baladas
e faixas mid-tempo. 

Mais politico do que nunca e composições mais complexas. É um álbum muito bem pensado . A música revela-se outra especialidade nas mãos de Roger, um som mais melódico, novas texturas e letras mais contemplativas. 

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                               VAMOS AS FAIXAS?

1 - Nazis  - É um tema bem raivoso do que qualquer coisa. Esta foi uma época em que os skinheads estavam levantando suas cabeças feias na Alemanha e isso irritou Roger. Essa composição foi responsável por um acontecimento estupidamente controverso no RU, sendo proibido nas rádios só por ter o nome Nazi. Enfim, se a mensagem da musica era ser do contra os Nazis porque a baniram?

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2- Happiness - O que é felicidade¿ não é fácil encontra-la. Ela vale mais que ouro e não pode ser comprada Introdução ao piano dá o tom suave da musica https://youtu.be/wY1e1r3r5ZU...

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3 - Revelations (Official Lyric Video) - Uma música mais agitada, - uma reminiscência do ótimo trabalho de RT em Strange Frontier. Tema: a situação dos povos do Terceiro Mundo Ela começa de repente com um grito, em seguida a percussão com tambores dá a dinâmica da introdução e assim entra o t… 

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4 - Touch The Sky  - Dedicada à sua então esposa Debbie Lang: sintetizadores e um teclado suave fazem a introdução que evoluí para uma dinâmica mais rápida e cadenciada, aonde a guitarra se junta com a bateria, dando um tom bem gostoso á canção romântica. https://youtu.be/… 

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Foreign Sand  - Tem participação do grande músico de Rock japonês Yoshiki - linda balada de muita pompa e a grandeza. O tema é a saudade quando você está fora de sua patria e se sente um estrangeiro. https://youtu.be/YGSJAD8tAbE...

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You Had To Be There - A bateria nessa musica é a que tem o maior destaque em todo o álbum fazendo uma musica mais intensa. Essa musica começa com a bateria numa dinâmica mais lenta e devagar vai acelerando e crescendo se misturando ao sintetizador, ao teclado e a guitarra. … 

Uso de violões e guitarra, bateria, num tom suave. A letra gira em torno de um encontro rápido que ele teve com uma pessoa e que gostaria que se repetisse de novo. https://youtu.be/t5XbkFg0jd8...

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The Key - guitarra e teclados dão o tom. Uma letra reflexiva sobre as verdadades/ mentiras vividas, que as pessoas apresentam. https://youtu.be/pNRW6IJLwZA...

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Everybody Hurts Sometime - Todo mundo se machuca ás vezes - Você sabe) - E todo mundo ama alguma vez - não tenha medo de mostrar - Se você não se machuca ás vezes - Se você não se suja ás vezes - Você não está vivendo ao todo ! https://youtu.be/o7a8jKNBafE...

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Loneliness. - A letra reflete bem sobre a solidão - Solidão é a grande maldição/E solidão é o inferno na terra/ Eles dizem que é tudo da mente/ Bem eu estou certo que é verdade/ Mas sabendo que não há uma cura/ Isso não ajuda nem a mim e nem a você. https://youtu.be… 

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Dear Mr. Murdoch  - também é uma composição de protesto direto de Roger ao magnata da mídia Rupert Murdoch, um norte-americano que possuia um grande número de tablóides. Rupert Murdoch, também era dono do tabloide britânico The Sun, perseguindo Freddie durante os seus últimos dias https://youtu.be/WbCt1U5vQU4...

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Dear Friend - uma linda e grande homenagem ao amigo Freddie e uma maneira muito doce de encerrar o álbum. ainda mais tocante. Isso resume o álbum ... terminando com "... descanse em paz velho amigo, para mim você nunca morrerá." Saber que algo já se foi é compensado pelo fato de que eles podem viver em suas memórias. 

 

21 de nov. de 2021

MAD BAD E DANGEROUS TO KNOW o 2o album do The Cross

MAD BAD E DANGEROUS TO KNOW  Lançado em 1990 - Foi mais um esforço da banda em comparação ao primeiro álbum do The Cross, e encontrou o grupo desenvolvendo um som de hard rock sólido. 

A voz de Roger é muito mais adequada para cantar canções de rock do que números de dança, e ele deixou os outros membros do grupo escreverem o disco, que consiste em números de rock sólidos, se não espetaculares, com guitarras. 

Embora a banda tenda a ser bombástica às vezes, como em "Power to Love", isso não surpreende considerando as raízes do Queen de Roger. 

As melhores músicas aqui, entretanto, são as mais simples. "Liar" é construída em torno de um bom groove, enquanto Clayton Moss cantou "Better Things" é um bom número acústico. "Final Destination", a balada que encerra, com um croon comovente de Taylor e poderia caber em qualquer álbum do Queen do final dos anos 70.

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MAD BAD E DANGEROUS TO KNOW mostra todo o potencial do The Cross no curto período de tempo em que estiveram juntos.

Ao contrário de Shove It,  o 1o álbum do the Cross , onde Roger escreveu todas as canções, as tarefas de composição em Mad Bad (assim como no último álbum, Blue Rock) foram compartilhadas e divididas entre todos os cinco, que acabou mudando o Cross para melhor .

Como resultado dessa feliz decisão, ocorreu uma ruptura completa com o pop dance de Shove It, em favor de uma variedade de estilos.

Existem algumas canções com material de sucesso como ('Power to Love,' 'Liar'), canções divertidas e animadas ('Closer to You,' 'Sister Blue'), números descontraídos ('Better Things,' 'Breakdown , '' Final Destination '), e até mesmo heavy-metal limítrofe (' Penetration Guru, '' Top of the World Ma, '' Passion for Trash ').

Mas então há 'Old Men (Lay Down)', possivelmente o primeiro exemplo do "tipo de canções divagantes politicamente dirigidas" que viria a moldar a carreira solo de Roger nos anos posteriores. Além disso, 'Old Men' é uma tentativa de misturar o ritmo lento com o rock, que parece pesado e não vai bem.

Mesmo com o revés de 'Old Men', as outras faixas (incluindo uma versão bem-feita de 'Foxy Lady' de Hendrix quando se trata da versão em CD do álbum) diminuem esse déficit. Sem mencionar que Mad Bad está repleto de faixas clássicas essenciais para qualquer um entrar no trabalho solo de Roger Taylor (ou no trabalho solo do Queen em geral). 

19 de out. de 2021

Roger e os 1os sinlges solos 77

                             

                            I WANNA TESTIFY - TURN ON THE TV

                            1os trabalhos solo de Roger fora do Queen

Roger Taylor nunca foi de se esconder atrás da bateria, foi o 1o membro do Queen a se aventurar em uma carreira solo.  Em 1977 laçou o single- I Wanna Testify com lado B -Turn on TV.



Turn on TV - Foi o lado-B do Single( I Wanna Testify) e a primeira faixa solo escrita por Roger e também não aparece em nenhum álbum solo Roger, Turn On The TV tem um som de guitarra pesado e clássico e parece ser altamente inspirado no Led Zeppelin (Especialmente a parte do meio acústico). Isto é muito diferente do que estamos acostumados a ouvir de Roger / Queen, mas ainda é muito bom. "Turn on the TV" está perto e tem um feeling de composições de Taylor para o Queen no album Jazz.



I Wanna Testify - É na verdade um cover da banda the Parliaments's Ele funciona surpreendentemente bem e tem um som funky com baixo e bateria pesados. Roger toca todos os instrumentos nesta regravação ! Essa musica não aparece em nenhum álbum solo Roger, apenas em vinil 7 polegadas e mais tarde na caixa The Lot Boxset que contem toda a discografia solo do Roger + o The Cross

When I look and I find: I still love you ....

 QUANDO OLHO, ACHO QUE EU. AINDA TE AMO ...

Embora não seja a intenção escrever qualquer coisa sobre a biografia de Freddie, confessemos que é cada vez mais difícil não juntar a sua vida pessoal com seu trabalho e como eles se alimentaram um do outro. Mas os fatos nos lembram que há um fim, um objetivo para tudo. Como criança, é claro, você tende a cair na tendência de que seu ídolo é além de um grande artista, um ser humano extraordinário e não acha que é um mortal qualquer, mas um ser perfeito.

Felizmente, quando você cresce, você vê que os mitos e lendas, forjadas em sua infância, são mais adequados à realidade, e muitas vezes vê os seus erros e fraquezas refletidos em sua própria vida, é claro salvo as diferenças... Seu trabalho acaba por ser muito humano, felizmente, porque seu personagem (sua natureza humana) criou, paradoxalmente, uma obra de origem divina. Homero, segundo pensamento de sua obra "Ilíada" representa os deuses à imagem e semelhança dos seres humanos, com suas próprias forças e fraquezas ... ou ainda pior, porque eram dotados de poderes que muitas vezes não são destinados a fins bons, mas para satisfazer a sua vontade e caprichos.

Quando Freddie escreveu canções, uma vez terminado, tínhamos em mente, que elas eram "produtos para serem consumidos e utilizados como cada um lhes parecesse melhor." Antes certamente que pudêssemos compreender isso, não se poderia conceber as suas belas canções como algo a ser "usado". E assim acabamos entendendo esta expressão. 

Quando os tempos nos parecem duros, tristes ou em estados de espírito onde você quer sentir uma voz amiga, colocamos sua música, e deste modo, ela se transforma, como o amigo que nunca falha, que está sempre lá. 

Se esse sentimento é geral entre os fãs, podemos usar as próprias palavras e dizer: “When I look and I find…I still love you” (Quando eu olho, acho que ... eu ainda te amo...)

Isto é o verdadeiro poder transformador da música. Uma arte divina que nos aquece, estende a mão, nos agita, nos faz sorrir, chorar e sonhar na imaginação. Assim são, não só as canções de Freddie, mas de todos os outro desta maravilhosa banda. Quem é fã sabe, aonde cada canção nos leva !!    

---texto da internet---

COM VOCÊS EU CANTEI, 
EU VIBREI E CHOREI,
VIVI OS SONHOS,
ME EMOCIONEI !