Translate

30 de abr. de 2024

Freddie e Mr Bad guy o LP solo


 O primeiro álbum a solo de Freddie Mercury, 'Mr Bad Guy', viu a luz rodeado de polêmica em 29 de abril de 1985.

No início de 1983, Freddie, recém-chegado das exaustivas turnês de Queen pela Europa, Canadá, EUA e Japão, e o produtor discográfico alemão Reinhold Mack voltaram aos estúdios Musicland em Munique para iniciar as sessões de gravação do primeiro álbum solo de Freddie. Mack já tinha formado uma relação de trabalho com a banda, pois tinha co-produzido Flash Gordon, The Game e Hot Space.

O que surgiu em abril de 1985 foi uma rica fusão de material que abrangia todo o espectro das emoções humanas, desde o otimismo de I Was Born To Love You e Let’s Turn It On até a aflição amortecida de Love Me Like There’s No Tomorrow e There Must Be More To Life Than This

💥Criação e voz

Na maior parte, Mr. Bad Guy mostra um Freddie de humor tipicamente jovial, desfrutando de um período especialmente criativo e com grande voz. A música é vibrante e as letras tão sinceras como sempre, onde trata questões que nunca se afastam muito da consciência de Freddie, o que é evidente em músicas como Living On My Own, Your Kind Of Lover, Foolin’ Around, My Love Is Dangerous e a pista semi-autobiográfica que dá título ao álbum.

Freddie: "Eu coloquei minha alma e meu coração neste álbum. Contém algumas baladas extremamente comoventes: coisas que têm a ver com tristeza e dor, mas ao mesmo tempo são frívolas e irônicas, porque eu sou assim. Eu queria fazer um álbum solo há muito tempo, e o resto da banda me incentivou a fazê-lo. Queria abarcar coisas como ritmos reggae e fiz algumas coisas com uma orquestra sinfônica. Tem um som muito gostoso e muito orientado para a dança. Eu acho que é um álbum muito natural e espero que as pessoas gostem da minha voz.”


💥Romântico

“Estou possuído pelo amor. Eu sou um romântico. Também sou um homem de extremos. Acho que as músicas deste álbum refletem o estado da minha vida: uma seleção de humores. Queria compor um conjunto de músicas que saíssem sob o nome de Freddie Mercury. Não é que eu comece uma nova carreira, é mais como ir pela tangente. Sinto que estou fazendo isso com toda a experiência que adquiri com Queen. Mas isto sou só eu. Eu estou no controle.” É como pintar um quadro; você tem que dar alguns passos para trás para ver como fica. Estou me afastando de Queen e acho que vai ser um estímulo para todos. Mas é claro que vou continuar trabalhando com Queen; não há dúvidas sobre isso.”

“Sim, eu gostaria que ele tivesse sucesso. É muito importante para mim. Fiz uma peça de música que quero que tenha a maior aceitação possível. Mas eu não estou preocupado com o fato de que ela possa não ter sucesso, porque se não for, eu simplesmente saio e faço outra.”

💥Título

Originalmente intitulado Made In Heaven, Freddie mudou de ideias poucas semanas antes do álbum ser prensado, preferindo em seu lugar o certo, na sua maneira de ver, Sr. Bad Guy. No entanto, Made In Heaven estava destinado a fornecer a Roger, Brian e John um título adequado para o último álbum do Queen, embora uma década mais tarde, em novembro de 1995. Para esse projeto, os restantes três membros da banda juntaram minuciosamente as vozes deixadas por Freddie – gravadas em Montreux durante os seus últimos meses – para fazer um álbum final igual. Também reviram respeitosamente duas das músicas de Freddie do Sr. Bad Guy: I Was Born To Love You e Made In Heaven. Como poderiam esperar, as versões 'revisadas' por Queen são muito diferentes das originais.

Freddie: "Basicamente, estava perdido quanto ao título, mas no que me diz respeito, os títulos dos álbuns são irrelevantes - Não sabia como nomeá-lo, mas tinha o que considerava uma canção muito bonita chamada Made In Heaven, que parecia conjurar uma imagem de algum tipo. Mas, para ser honesto, não estou muito preocupado. O que importa é o que você ouve, não como se chama. Não julgue um livro pela capa! , embora haja uma linda fotografia minha nesta capa”.


💥Sobras do Queen

Surpreendentemente, dois temas deste álbum nasceram durante sessões de álbuns do Queen, mas foram finalmente descartados e Freddie os re-trabalhou sozinho depois. There Must Be More To Life Than This remonta às sessões do Hot Space em 1981, enquanto Man Made Paradise – uma versão significativamente diferente desta – surgiu pela primeira vez em 1983, durante a criação dos The Works. More To Life estava destinada a fechar o álbum até que Brian e Freddie compuseram Is This The World We Created...?

💥Sem turnê

Devido a compromissos com Queen, Freddie nunca teve a chance de fazer turnê com Mr. Bad Guy. Em duas semanas desde o lançamento do álbum, a banda havia embarcado em turnê pela Nova Zelândia, Austrália e Japão. 1985, certamente terminou com a inesquecível atuação do grupo no Live Aid, 13 de julho, que se pode dizer que foi a melhor 'hora' de Freddie Mercury no palco, uma pela qual será carinhosamente lembrado.


💥Composições 

Mack: "As músicas do Sr. Bad Guy saíram muito rapidamente, mas desta vez tudo foi muito diferente, claro, porque não havia banda. Freddie ficou muito feliz com o álbum. Acho que uma das coisas que eu mais queria fazer era trabalhar com uma orquestra grande, algo que ele nunca conseguiu fazer verdadeiramente com Queen. Freddie era realmente muito modesto sobre suas músicas, mas sabia quando tinha escrito uma boa. Isso é o que eu chamo de genialidade; sentava-se, compunha algo e era tão bom que nem questionava ou analisava. Muitas vezes dizia: 'O que achas da letra? ’ e eu respondia: ‘Muito bom! ’, e ele dizia: ‘Espera um minuto’ e mudava um acorde aqui e ali, e então, esboçando um enorme sorriso, dizia-me: ‘Agora está melhor! , não é? ’”.

Mr Bad Guy gerou quatro singles: I Was Born To Love You, Made In Heaven, Living On My Own e Love Me Like There’s No Tomorrow, o terceiro dos quais daria a Freddie o seu primeiro e único número 1 a solo. Infelizmente, no entanto, seria um prémio póstumo, já que Living On My Own (No More Brothers radio mix) saiu em julho de 1993, vinte meses após a morte de Freddie. Vendeu mais de dois milhões de exemplares e ganhou um prêmio Ivor Novello para o seu criador. Ele teria ficado orgulhoso com justificação.


Freddie dedicou o álbum Mr. Bad Guy assim:

"para meu gato Jerry, também Tom, Oscar e Tiffany e todos os amantes de gatos pelo universo; que se foda o resto! ”

💥 fonte - aqueenofmagic

————————————————————

❇️ FREDDIE SOBRE ESSE ÁLBUM ❇️ 

☀️Eu sempre quis fazer um álbum solo. Eu só queria que estivesse no lugar certo e na hora certa para poder trabalhar corretamente nas músicas que eu queria fazer antes de ficar velho demais. Eu tinha muitas ideias impacientes para sair e havia muitos territórios musicais que eu queria explorar, que dentro de uma banda como o Queen eu não poderia fazer. 

☀️Queria tocar algumas batidas novas como reggae e gravei algumas músicas com uma orquestra. O resto da banda sempre me incentivou. Para ser honesto, queria que os caras tocassem no meu disco, mas não teria sido um álbum do Freddie Mercury.


☀️Se isto ia ser um projeto solo genuíno, então eles tinham que ficar de fora, e pronto. Eu acho que eles teriam gostado de tocar algumas das músicas, mas depois eles teriam se transformado em canções do Queen, então eu tive que ser contido. Ela estava a afastar-me do Queen, mas acho que ela era um estímulo para todos.

16 de abr. de 2024

1985, festa, 39 anos de Freddie



Os melhores momentos da vida de Freddie Mercury foram em Munique. Lá, ele gravou o amado álbum solo, Mr Bad Guy, fez a festa de aniversário de 39 anos e relaxava com os amigos meses após o triunfo do Queen Live Aid. 

A primeira vez que Mercury chegou à cidade foi com o Queen no final dos anos 1970, e voltou a morar lá nos anos 1980. Peter Freestone, conhecida como "Phoebe", foi assistente pessoal de Mercury de 1979 até a morte do cantor, em 1991, e ele guarda lembranças do tempo em que passou na capital da Bavária. ❇️❇️ Acho que em Munique passava uma sensação de liberdade que Freddie Mercury não chegou a ter em Londres", revelou Freestone ao uDiscover. 

"Freddie sentiu que lá era capaz de fazer o que queria. Podia ir para onde quisesse e fazer o que quisesse sem ser tão público.            

Freestone também explicou a razão pela qual ele ficou em Munique por tanto tempo. Na época, Mercury estava reformando a casa em Londres, a Garden Lodge. Ela havia a comprado em 1980 e levou cinco anos para ficar satisfeito com o projeto.

"Ele recebia relatos de como estava indo a restauração e ficou feliz com isso."

Além de ter feito um sucesso estrondoso com o Queen, Mercury sempre foi conhecido pelo visual caraterístico e pela irreverência do figurino. Em Munique, o cantor ia às cervejarias cidade ao lado do engenheiro de som, Reinhold Mack, mas gostava especialmente do Carnaval da cidade. 

"Para todos era chance de vestir uma fantasia, mas, para Freddie, ele usava suas roupas 'normais' - e as calças de couro e todo esse tipo de coisa acabaram sendo uma fantasia .                                                                                  


Freddie Mercury e seu Aniversário em 1985

Em comemoração aos 39 anos, em 1985, Freddie deu uma festa com uma temática interessante, na qual todos convidados precisavam se vestir com roupas do sexo oposto, com apenas peças pretas e brancas. O evento privado aconteceu em Munique, Alemanha, e o artista pagou voos privados, cheios de champanhe, para amigos especiais.

Inclusive, alguns momentos registrados na festa foram divulgados no clipe de "Living On My Own", canção solo de Freddie Mercury, no qual ele estava vestido como Arlequim. O local do evento tinha um labirinto, um bolo "simples" de quatro andares e bastante calor humano. Segundo David Wigg (via Aventuras na História), amigo do vocalista do Queen, a calça do artista era feita com diamantes.                                        .                                                                                      


FESTA DE 39 ANOS DE FREDDIE EM MUNIQUE ☄️☄️☄️A festa aconteceu em um cabaré de Munique, no dia 5 de setembro em 1985. O momento foi filmado e alguns trechos foram incluídos no vídeo do single solo de Mercury, "Living On My Own", de 1985. "Foi uma festa louca", conta a assistente. Não conheci ninguém lá que estivesse sóbrio. Freddie tinha 39 anos e estava quase dizendo: "Ainda sou jovem o suficiente para fazer isso". 

Embora esse excesso tenha sido assunto por um bom tempo, a imagem desse "intenso prazer" não reflete a verdade sobre Mercury. Ele sempre foi o oposto do que você espera de um astro de rock completamente louco. Na verdade, "um dos amores da vida de Freddie era a a Garden Lodge, a casa de Londres. Ele adorava móveis antigos e artigos de arte. Freddie aprecia a beleza". 

Com todas as festas e passeios que Mercury gostava de ir em Munique, Freestone enfatizou que lá havia muitas distrações. "O álbum solo, Mr Bad Guy, levou quase dois anos para terminar e foi uma das sessões de gravação mais longas que eu já vi", relembra. ruína"

"Com o Queen, Freddie estaria no estúdio e tocando piano, trabalhando no material. Em Munique, ele tinha muitos amigos na cidade, então chegávamos ao estúdio e às quatro horas recebíamos um telefonema de um amigo dizendo: 'Oh, Freddie, estou entediado, vamos fazer alguma coisa."

Segundo ele, com o Queen havia a responsabilidade de outras pessoas para fazer o trabalho. Mas em Munique era apenas um, então poderia fazer tudo que ele quisesse. "No final, Freddie ficou muito feliz com o resultado final".      


                            

14 de set. de 2023

NOSSO GRANDE JOHN DEACON

Data de Nascimento 19 de Agosto de 1951 

Lugar de Nascimento:Leicester, Inglaterra 

Instrumentos: Baixo, contrabaixo, guitarra e teclas. 

A primeira guitarra de John Deacon foi uma Tommy Steele special vermelha em plástico, que os pais lhe compraram quando ele tinha sete anos.

O pai de John, Arthur, levou-o numa direção diferente, encorajando-o a entrar no mundo a eletrónica, o hobby que o próprio Arthur adorava. Um dos primeiros projectos de John incluiu a adaptação de uma fita de bobina para gravar música da rádio - usualmente os The Beatles e Alan Freeman's Hit Parade. O interesse do John pela electrónica passou a uma paixão e na sua juventude ele pensou seriamente em seguir essa carreira.


Ao mesmo tempo que o seu interesse por electrónica crescia, o mesmo aconteceu com o seu interesse pela música, particularmente desencadeado pela sua compra dos primeiros dois álbuns dos The Beatles. De quem se tornou um grande fã e assim, John tomou a decisão de aprender a tocar guitarra. John poupou dinheiro e conseguiu comprar uma guitarra "como deve ser". Dedicou-se seriamente a praticar e pouco tempo depois já estava a fazer jams na garagem de um amigo. Aos 14 anos, John já tinha experiência suficiente para formar a sua primeira banda, The Opposition.

 


Durante os anos seguintes, os The Opposition tiveram vários integrantes e realizaram múltiplos concertos. No final de 1966, a banda começou a ganhar seguidores na cidade de Leicester. Mas quando, mais tarde nesse ano, o baixista deixou a banda, coube a John ocupar o seu lugar. Então, ele comprou o seu primeiro baixo, um Eko, por £22, e com a mudança de membros, a banda mudou o seu nome para The New Opposition, com o John agora no baixo.


O amplificador personalizado, o "Deacy", que ajudou John a conseguir o seu lugar nos Queen, é também utilizado por Brian May, foi inclusivamente comercializado. 


A imagem de John como o sossegado, estendeu-se às primeiras gravações, em Londres, que se focaram em temas escritos por Freddie, Brian e Roger. O papel de John como o "homem invisível" do grupo foi marcado num tom humorístico no primeiro álbum da banda, Queen, com a mudança nos créditos para Deacon John, para que parecesse mais interessante. Isto voltou ao normal no Queen II.


 Foi necessário esperar até ao terceiro álbum, Sheer Heart Attack, para que aparecesse o primeiro tema composto por John, o catchy Misfire. John era um tipo mais pop - contrariamente a Brian e Roger com as suas raízes rock e as grandes paisagens musicais de Freddie - as habilidades de escrita de John floresceram nas sessões que se seguiram. 


John foi responsável por vários dos maiores e mais populares hits dos Queen, incluíndo You’re My Best Friend, I Want To Break Free e Another One Bites the Dust, que elevou a carreira dos Queen a novos patamares nos Estados Unidos, ficando em primeiro lugar dos tops durante três semanas e sendo votado como o single favorito na categoria Pop/Rock dos American Music Awards de 1981.  


O single Another One Bites the Dust foi um êxito tão grande que até encontrou público nas rádios de audiência negra, alcançando o segundo lugar nos tops de R&B nacionais. Juntamente com We Are The Champions e We Will Rock You, o tema tornou-se lendário ao ser o terceiro grande hino dos  esportes do
Queen.

 

John realizou algum trabalho a solo quando em 1986 formou os The Immortals e lançou um single No Turning Back, e contribuiu para a banda sonora original do filme "Biggles", baseado na personagem do piloto da Royal Flying Corps da série de romances escrita pelo Captain W.E. Johns.

 

Actualmente John vive retirado dos Queen mas continua interessando em manter o legado da banda e continua em contacto com os antigos membros de banda, Roger Taylor e Brian May.

 

A última aparição em palco com os Queen aconteceu no Paris National Théâtre de Chailioton, a 17 de Janeiro de 1997 aquando a gala de estreia do inspirado pela AIDS - Ballet for Life de Maurice Béjart, dedicado a Freddie Mercury e ao dançarino Jorge Donn. Onde tocou The Show Must Go On com Elton John a juntar-se à banda.

 

John juntou-se aos seus antigos companheiros de banda, uma última vez, no final de Outubro de 1997 para gravar o tema de Brian May No-One But You (Only The Good Die Young), lançado pelos Queen como forma de tributo pessoal a Freddie Mercury.

fonte: Queen Portugal

 

Várias mudanças de nome depois (a banda chamava-se agora Art), 1969 viu a saída de John da banda para ir para Londres para estudar eletrónica no Chelsea College na Universidade de Londres. Nesse momento, a música passou para segundo lugar, mas claro que John levou consigo a sua guitarra acústica para o caso da oportunidade aparecer. John graduou-se com distinção no curso de Electrónica nesse mesmo ano.

 

Em Outubro de 1970, John foi assistir ao concerto de uma nova banda chamada Queen. Ele recorda, "Eles estavam todos vestidos de preto e as luzes também eram muito fracas, por isso tudo o que eu conseguia ver eram quatro sombras. Naquela altura não me deixaram uma impressão marcante."

 


Mas vários meses depois, no início de 1971, John reencontrou novamente os Queen, quando foi apresentado a Brian May e Roger Taylor. Ambos os músicos, não tinham ficado impressionados com nenhum baixista que encontraram e teriam acabado de perder o seu sétimo. Então perguntaram a John se este estaria interessado num audição e dias depois John deu por si na sala do Imperial College onde a banda estava a ensaiar. Ele levou consigo o seu confiável baixo e o seu amplificador personalizado, agora conhecido como o lendário "Deacy Amp". Começou por aprender Son and Daughter e algumas outras músicas que o grupo andava a tocar. 


Pouco tempo depois, a 1 de Março de 1971, John Richard Deacon, tornou-se o quarto e um dos membros definitivos de Queen, e conta a história, que foi não apenas porque era um baixista brilhante, mas também porque era sossegado e não tentou ofuscar os outros, particularmente o vocalista da banda, o maior que a vida, Freddie Mercury. Com apenas 19 anos, John era o membro mais novo da banda.

​

                             COMPILCÃO DOS MELHORES RIFTES